Aqui está o meu cantinho dos desarranjos mentais. Lufadas de merda que me passam pela cabeça! Umas mais sérias que outras mas isso não interessa nada! São apenas mais uns textos na net. Enjoy!

sexta-feira, junho 29, 2007

Padrão de Falhanço

Sim ou não, esquerda ou direita, agora ou nunca, são tudo escolhas com que nos deparamos diariamente. E temos que as fazer, não temos outra hipótese. A escolha por vezes pode ser fácil, às vezes é reflectida, outras vezes é tomada num impulso, mas a única certeza que podemos tirar da nossa escolha é que não há certezas se é a escolha certa. É que por vezes nem é a mais reflectida a que terá mais hipóteses de ser a mais acertada, nem a tomada num impulso aquela que terá a maior probabilidade de ser a mais errada. Sorte, acaso do destino, ou os deuses a brincarem connosco? Não, na minha perspectiva, nós somos seres programados em atitudes padrão que condicionam a nossa forma de agir. Quem faz uma má escolha em relação a qualquer coisa, mais tarde, a probabilidade de ao surgir ocasião semelhante, é tomar exactamente a mesma má decisão. É nisto que falhamos, daí pensarmos que naquele ou noutro aspecto nada nos corre bem, mas a culpa é completamente nossa, temos um padrão de comportamento que leva inevitavelmente ao falhanço e não conseguimos fazer o “reboot”.
Quer dizer, até conseguimos, mas isto leva a quebrar algumas das nossas certezas absolutas, quebrar com dados garantidos e a admitir aquilo que julgávamos inadmissível.
Aqui vai um exemplo idiota que já é apanágio da minha pessoa. Tudo isto é como os brócolos, sim os brócolos. Quando somos miúdos odiamos brócolos, nem sequer experimentamos, sabemos simplesmente que odiamos. Depois de passarmos anos a comer bifes que nos são muito mais apelativos, mas que acabam inevitavelmente em indisposições e a remediar as coisas com uns compensans (viva os Rolling Stones!! É uma private que só algumas pessoas perceberão). Um dia, por acaso, comemos uns brócolos e até gostamos e, além de gostarmos até nos apercebemos que nos fazem bem. Este é um exemplo claro de um “reboot”, a partir daquele momento quebrámos o padrão, somos mais felizes e o nosso tracto digestivo agradece.
A dificuldade toda é primeiro percebermos que temos o padrão de falhanço, depois lutar contra ele. A luta contra ele parte por saber identificar as semelhanças de tudo o que nos aparece à frente com o nosso padrão de falhanço e fugir disso, depois basta abrir a mente a situações diferentes e não fugirmos delas só porque não fazem parte do padrão de escolha habitual, se estamos a gostar do pouco, pode ser que se passe a gostar muito do todo, mesmo que ao principio não pareça assim tão apelativo. Daí, ou descobrimos um padrão de sucesso, ou mais um padrão de falhanço. Eu nunca disse que era uma táctica infalível, mas representa uma mudança e corre-se o risco de passar de sucessivas escolhas erradas, a conseguir fazer escolhas acertadas. Não acham que vale o risco? Eu acho que sim.

terça-feira, junho 19, 2007

Comunicado 01/07 AAEPP

Olá Olá daqui a AAEPP (Ass. de Apoio ao Ego do Paulo Palma) e estamos com uma emergência! Os níveis de ego estão a níveis assustadoramente baixos e é preciso fazer alguma coisa. Façam portanto o favor, as 3 ou 4 pessoas que até vêem este blog de deixar comentários para restabelecer os níveis de ego normais deste pobre coitado. A sério, nem dá muito trabalho, os níveis normais já são baixotes, por isso nem precisam de se esforçar muito.
Vamos fazer o Paulo Feliz (ou menos miserável)!!!!
A AAEPP agradece!

Esta Associação não tem fins lucrativos, mas se quiserem enviar doações estão à vontade. Dinheiro é a doação preferencial, mas também se aceitam imóveis, viagens, carros de luxo e gelados.

terça-feira, junho 12, 2007

Acordei mal disposto

Acordei mal disposto! Hoje não vai ser um bom dia… É dia 12 de Junho e aviso desde já aos mais incautos que não me chateiem os cornos! Ainda não recebi o ordenado, não me apetece estar a trabalhar e apetece-me dar festinhas com os pés a alta velocidade a todos que apareçam num raio de 5m da minha pessoa. Estou com a puta da carência a precisar de colo e quero comer chocolates. Espero que hoje não tenha a visita inesperada dos meus amigos “vizinhos” porque estou sem paciência para eles e corro o grave risco de encurtar a minha esperança de vida dos 74.qualquer coisa (yahhh da maneira como bebo, como e fumo, devo mesmo lá chegar) para o tempo que eles demorarem a chamar os irmãos, primos, tios, avôs, cães e piriquitos e as suas amigas caçadeiras de canos serrados. Que ao menos a noite de Stº António me safe! Ó Stº Antoninho dai-me tudo aquilo que eu preciso nesta noite. (que não vou dizer o que é, porque sou supersticioso e quando contava os meus desejos eles nunca se realizavam. Tive dos 16 aos 22 anos a morder umas porcarias dumas velas, a pedir uma Harley e a merda da mota nunca chegou. Não é justo!)
Acho que vou estudar, tenho que estudar… mas não apetece! Ai quem me dera estar no meu velho ginásio a dar uns murros valentes a um belo saco até ensopar a gaze em sangue das mãos abertas de tanta pêra dar naquele chouriço gigante pendurado no tecto. Cair para o lado de tão cansado depois de ter libertado toda a minha raiva e tomar um longo banho de imersão a ouvir uma musiquinha calma. Que se foda esta merda toda!!!! Tenho que estudar, pois bem, vou estudar e deixar este blog idiota que ninguém lê! Adeus.

sexta-feira, junho 01, 2007

...

Se te dissessem para escolher o momento mais feliz da tua vida? Qual seria? Será apenas a isso que se vai resumir a tua felicidade? A um momento longínquo e que não mais tornará a voltar? Recordar passados vividos ensina-nos a não cometer erros e são o mapa para a nossa felicidade, fazem-nos optar pelo que a experiência nos ensinou ser mais sensato. Mas não será essa cautela o que te prende? Essas podem ser também as amarras que não te deixam sonhar, que te arrastam pela monótona rotina do previsível, onde tudo é pensado e estudado, para nada, absolutamente nada sair do nosso controlo. Sem surpresas, sem alegrias inesperadas, correndo o risco de perder o que de melhor a vida nos pode dar, só porque não está no programa de eventos que nós traçamos para nós próprios.
Somos finitos, seres a caminhar minuto a minuto para o seu fim e neste contra-relógio só temos uma oportunidade. Por isso não tenhas medo, vive a vida como um furacão enraivecido, arranca esses sentimentos em turbilhão escondidos dentro de ti e põe-os à flor da pele. Sente, aprecia, saboreia tudo o que te rodeia como se fosse a primeira vez. Arrisca, entrega-te ao desconhecido que te atrai, mas de que tens medo, desbrava os caminhos da vida com toda a tua força.
Agora perguntas-me, “e não tens medo de cair?”. E se cair? Não são as mágoas que me matam, o que me mata é não viver. Levanto-me e começo de novo a caminhar para a frente mesmo ferido. Recuso-me a ficar parado a olhar para as minhas feridas a pensar “nunca mais”. Prefiro mil vezes o corpo marcado por cicatrizes do que estar numa campânula imaculadamente seguro e ser um mero espectador do que me vai rodeando. As feridas saram com o tempo, mas os desgostos do que poderia ter sido e não foi, acompanham-nos até ao fim desta nossa jornada. E sendo fiel ao que sinto, vou continuando, nem que me arraste como um moribundo em busca da salvação. E mesmo que não a encontre, mesmo que falhe, sei que lutei. Luta tu também. A resignação e a espera nunca trouxeram nada a ninguém. Pensa no que te disse, reflecte nestas palavras que podem não valer nada, não deixam de ser apenas uns caracteres juntos, mas podem de alguma maneira servir algum propósito, pode ser que a mensagem nelas contida chegue até ti e te possa fazer algum sentido.
E quem sou para te dizer isto?! Provavelmente mais um ninguém…